Do Court de Ténis ao Estúdio Fotográfico
Há histórias que parecem retiradas de um argumento de cinema. A trajetória de Mathieu Forget é uma delas. Antigo tenista de elite, o francês trocou as raquetes pelas objetivas e transformou-se num dos nomes mais originais da fotografia contemporânea. A sua obra prova que, quando materializamos os sonhos que habitam a nossa mente, tudo passa a saber a bênção.
A transição de atleta profissional para artista visual não é comum, mas Forget encontrou na fotografia um novo palco para expressar aquilo que o desporto já lhe ensinara: disciplina, foco e a arte de dominar o corpo no espaço. Este conhecimento íntimo do movimento humano tornou-se, aliás, a assinatura estética do seu trabalho.
A Arte de Suspender o Movimento
O universo visual de Mathieu Forget distingue-se pela capacidade de congelar figuras humanas em pleno voo, como se a gravidade tivesse sido temporariamente desligada. Os seus retratos apresentam personagens flutuantes, suspensas em cenários minimalistas, muitas vezes urbanos, onde o real e o onírico se fundem.
Esta abordagem exige uma precisão técnica notável. Cada disparo é o resultado de saltos cronometrados ao milissegundo, iluminação cuidadosamente estudada e uma pós-produção que preserva a autenticidade do momento sem cair no artifício excessivo. O resultado são imagens que parecem tirar as leis da física para colocar em cheque a nossa perceção do tempo.
Tudo se sente como uma bênção quando transformamos os sonhos que temos na cabeça em realidade.
Uma Estética Inspirada na Performance
Não é por acaso que os corpos nas fotografias de Forget parecem coreografados. A experiência como atleta de alto rendimento moldou a forma como observa a mecânica corporal. Cada figura suspensa é composta como uma escultura efémera, onde a tensão muscular, o equilíbrio e o gesto contam uma história por si só.
O trabalho dialoga com referências clássicas da fotografia de movimento, evocando os estudos pioneiros de Eadweard Muybridge e Harold Edgerton, mas com uma sensibilidade contemporânea que aproxima os seus retratos do universo da moda editorial e da publicidade de alto conceito.
Quando o Sonho Vira Profissão
A trajetória de Mathieu Forget é também um manifesto sobre reinvenção. Poucos atletas conseguem construir uma segunda carreira artística com este nível de reconhecimento internacional. As suas imagens já foram publicadas em revistas de referência e captaram a atenção de marcas globais interessadas na sua linguagem visual única.
O caso serve de inspiração a criativos que hesitam em mudar de rumo. A técnica pode aprender-se, mas a visão nasce da experiência de vida acumulada — e Forget provou que ser tenista foi, afinal, a melhor escola preparatória para se tornar fotógrafo de movimento.
Perspetiva RAFA Audiovisual
O trabalho de Mathieu Forget é uma lição valiosa para quem trabalha em audiovisual no Alto Minho. A ideia de que a técnica serve a visão — e não o contrário — é algo que aplicamos diariamente na RAFA Audiovisual, seja numa reportagem de evento, num vídeo promocional para negócios locais ou na captação de imagens aéreas com drone.
Congelar o movimento no momento certo, compor com intenção e transformar o quotidiano em algo memorável são competências que separam o registo automático da autoria visual. É essa a diferença que procuramos entregar em cada projeto, do vídeo institucional ao acompanhamento de festas populares como as Feiras Novas de Ponte de Lima.
Histórias como a de Forget lembram-nos que a fotografia e o vídeo são, acima de tudo, formas de suspender o tempo — e de oferecer a quem vê a hipótese de olhar de novo, com outros olhos.
--- Fonte: PetaPixel | Autor original: Nathalie Dassa Fotografia: Nathalie Dassa / PetaPixel Artigo original: https://petapixel.com/2026/09/23/mathieu-forgets-portraits-capture-people-frozen-in-time-and-space/ Tradução e adaptação: RAFA Audiovisual — Produção de Vídeo e Fotografia no Alto Minho