Qualquer fotógrafo experiente sabe como quer que uma imagem fique antes mesmo de abrir o editor. O problema raramente está na visão criativa — está no tempo que se perde a chegar lá. Selecionar uma pessoa no meio de um grupo, isolar o plano médio sem afetar o primeiro plano ou o fundo, ou remover dezenas de partículas de poeira do sensor pode consumir mais tempo do que o próprio ajuste de exposição ou de cor.
É precisamente aqui que o novo DxO PhotoLab 10 promete fazer a diferença, com um conjunto de ferramentas pensadas para acelerar o processo sem retirar o controlo criativo ao fotógrafo.
Seleções Automáticas com Inteligência Artificial
A grande novidade desta versão é o sistema de seleções automáticas por IA. O software identifica pessoas, objetos e planos distintos dentro da imagem, permitindo aplicar ajustes locais com um único clique. Em fotografia de grupo, por exemplo, é possível selecionar apenas um sujeito e trabalhar a exposição do rosto sem tocar no resto do enquadramento.
Esta abordagem não é inédita no mercado — o Lightroom e o Capture One já oferecem funcionalidades semelhantes — mas a DxO diferencia-se pela precisão dos contornos, especialmente em cabelos, tecidos transparentes e vegetação, zonas onde a maioria dos algoritmos ainda falha.
Remoção Inteligente de Poeiras e Manchas
Outro avanço importante é a ferramenta de remoção automática de poeiras do sensor. Quem trabalha com aberturas fechadas (f/11 ou superior) sabe o quanto isto pode ser frustrante — cada disparo pode revelar dezenas de pontos escuros que exigem correção manual.
O PhotoLab 10 deteta e elimina automaticamente estas imperfeições em segundos, mantendo a textura original da imagem intacta.
A ferramenta funciona em lote, o que significa que uma sessão inteira pode ser limpa em minutos, e não em horas.
DeepPRIME e Processamento RAW
O motor de DeepPRIME XD3 continua a ser a espinha dorsal do PhotoLab. A redução de ruído baseada em redes neurais permite recuperar detalhe em ISOs elevados de forma que ainda não vi igualada em nenhum outro editor. Para quem fotografa em condições de baixa luz — concertos, eventos noturnos, interiores mal iluminados — a diferença é evidente.
Nesta versão, o algoritmo foi otimizado para processar até 30% mais rápido em máquinas com GPU dedicada, aproximando os tempos de exportação daqueles a que já estamos habituados no Lightroom.
Fluxo de Trabalho e Integração
A DxO manteve o modelo de licença perpétua — sem subscrições mensais — o que continua a ser um argumento forte para muitos profissionais. O PhotoLab 10 integra-se com o FilmPack e o ViewPoint, permitindo aplicar simulações de película e correções geométricas dentro do mesmo ambiente.
A interface foi ligeiramente redesenhada, com painéis mais compactos e atalhos personalizáveis, embora a curva de aprendizagem continue a ser mais íngreme do que a dos concorrentes diretos.
Perspetiva RAFA Audiovisual
Trabalho com Lightroom e Capture One há vários anos, mas confesso que sempre que preciso de extrair o máximo detalhe de um ficheiro RAW em ISO elevado, o DxO é o meu recurso silencioso. O PhotoLab 10 vem reforçar essa vantagem, e as novas seleções por IA são uma resposta direta ao que a Adobe fez com o Lightroom.
Para fotógrafos aqui do Alto Minho que trabalham com paisagem, festas populares ou reportagem de eventos, a combinação de DeepPRIME e remoção automática de poeiras faz genuína diferença — sobretudo quando se dispara em condições variáveis e não há tempo para limpar o sensor entre cenas. A licença única é um bónus para quem prefere investir uma vez e ter a ferramenta a longo prazo, sem pressões de subscrição.
--- Fonte: PetaPixel | Autor original: Michael Bonocore Fotografia: Michael Bonocore / PetaPixel Artigo original: https://petapixel.com/2026/09/03/dxo-photolab-10-faster-raw-editing-without-giving-up-creative-control/ Tradução e adaptação: RAFA Audiovisual — Produção de Vídeo e Fotografia no Alto Minho